sábado, 2 de agosto de 2008

LUIZ GONZAGA: 19 ANOS DA SUA TRISTE PARTIDA

Neste dia (02), se completa 19 anos da morte do maior artista popular nordestino.
Cantor, compositor, sanfoneiro e corneteiro, Luiz Gonzaga do Nascimento (Lula, Lua ou Gonzagão), era o seu nome.
Nascido em um sexta-feira 13, no mês de dezembro de 1912, em uma casa de taipa existente no sítio Caiçara, zona rural do município de Exú (PE), Luiz Gonzaga era filho de Januário José dos Santos e Ana Batista de Jesus - Mãe Santana -.
Com 12 anos já tocava sanfona acompanhando o seu pai (sanfoneiro afamado), nas festas que aconteciam na região.
Aos 17 anos após ameaçar de morte o pai de uma namorada, levou um surra do velho Januário, e "sumiu no ôco do mundo".
Foi parar em Fortaleza, onde engajou-se como recruta no 23º Batalhão de Caçadores, em plena Revolução de 1930. Tornou-se o corneteiro 122, conhecido como "bico de aço".
Posteriormente tentou ingressar na Polícia Militar de Minas Gerais (onde o 23º estava acantonado). Por não conhecer a escala musical, não foi aceito.
Certo dia estando no Rio de Janeiro, à espera do navio que o conduziria de volta ao Nordeste foi convidado por uma amigo para tocar no "Bar do Espanhol", localizado no Mangue, um reduto de prostitutas, marinheiros, estivadores e desocupados.
Foi um sucesso.
Largou o Exército e passou a cantar nas festas nos subúrbios e cabarés da Lapa.
Tocava os ritmos da época (tangos, fados, valsas e foxtrotes).
Conheceu um grupo de universitários nordestinos que possuiam uma "república", onde por convite de um deles, de nome Armando Falcão (posteriormente ministro da Justiça), foi residir.
Atendendo sugestão dos universitários começou a tocar rítmos nordestinos, como o xote, a toada e o xamego.
Passou a cantar nas emissoras de rádio, sempre em busca do sucesso.
Em 1943, "Lula" grava a música "Mula Preta", alcançando o perseguido sucesso.
O tempo passa e o sanfoneiro de Exú se torna o "Rei do Baião".
Pelos caminhos do mundo, atravessa gerações cantando o Nordeste.
Em 1987, se sentindo adoentado procura o amigo médico, Amauri Medeiros.
Por recomendação do afamado urologista é submetido a vários exames e uma biópsia de próstata, realizada no Hospital Albert Sabin quando foi constatado o câncer, um carcinoma de próstata.
Iniciou o tratamento.
Posteriormente foi submetido a uma castração para retirada dos testículos. Infelizmente, como diagnosticou o dr. Amauri, o quadro erá gravíssimo. Se tratava de "adenocarcinoma de próstata" - tumor malígno que tem origem nas glândulas.
Separado da primeira esposa (Helena Neves Cavalcanti), passa à residir em uma apartamento do Edifício Cerejeira, em Recife (PE), na companhia da companheira Maria Edelzuíta Rabelo.
No dia 06 de junho de 1989, realiza no teatro do Centro de Convenções de Pernambuco o último show da sua carreira.
Seria a noite do adeus, a sua última apresentação pública.
No dia 02 de agosto de 1989, às 5h15 daquela quarta-feira, após 42 dias internados em um apartamento do Hospital Santa Joana, em Recife, perde a batalha contra a morte.
Antes de partir um beijo em Edelzuíta, a quem chamava de "meus amor".
Uma triste partida, certamente acompanhado por um bando de asa-brancas em busca de um Nordeste celestrial.

- Bira Viegas -
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Um comentário:

Paulo Gilberto - Patos (PB) disse...

Enquanto isso, as autoridades da cultura cearense, alegando falta de verba, deixam de prestar as devidas homenagens ao festejado pernambucano. Quem sabe, para poupar para as viagens do governador Cid Gomes e sua família.