Sou muito sincero em meus pontos de vista, mesmo que esses pontos entrem em rota de colisão até com pessoas com quem privo da amizade.
Mas está humanamente impossível ter que aturar em todos os eventos em que estou presente a presença ostensiva - e nem sempre grata - de tudo que é pré-candidato. Seja à governador, senador, deputado federal ou deputado estadual.
É um horror.
Quando menos espero lá vem um. Cara de santo e sorriso maroto. Perfumado mais do que "mala de barbeiro", abraços e beijos até em estátuas, e o diabo de uma mão mole estendida para o meu lado.
Ontem mesmo, na Festa de Nossa Senhora das Vitórias, em Carnaúba dos Dantas, um candidato ao governo do estado não satisfeito em me estender sua mão mole, quando da sua chegada ao pavilhão da festa, retornou minutos depois me apresentando novamente os seus cinco dedos da mão direita.
Educadamente tive de retribuir o cumprimento. Só que após duas horas o mesmo candidato se dirigiu novamente até a mesa onde me encontrava com familiares e amigos, certamente com o mesmo intuito de um novo (o terceiro) aperto de mão.
Aí foi demais.
Tive de imediatamente me levantar da mesa, me dirigir até o proprietário do bar, solicitar minha conta pelas despesas efetuadas e deixar o local, indo me refugiar no velho sítio da Serra da Rajada onde não havia festa; consequentemente não existia a presença de nenhum político em véspera de ano eleitoral.
Hoje, retornei à sede do município carnaubense e felizmente tive o prazer de não avistar nenhum deles. Foi um dia tranquilo.
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